O senador peemedebista Pedro Simon defendeu, em discurso feito no plenário na última semana, que a aplicação da Lei Ficha Limpa se estenda ao Poder Executivo.
De acordo com o senador, a aprovação da Lei só foi feita devido à manifestação do povo e a mesma deve ser aplicada em nível Federal, Estadual e Municipal. "A nomeação de um ministro, de secretário, de um cargo importante, a nomeação do presidente do Banco Central. Eles devem mostrar sua história, e não como hoje, onde várias pessoas são indicadas e respondem a vários processos na justiça", disse.
Num posicionamento inflamado, Simon aproveitou para questionar o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, sobre a escolha da empresa que fará parte do Cadastro Empresa Pró-Ética da CGU. "Alguns sugeriram que convocássemos uma comissão. Acho que primeiro deve-se pedir à Sua Excelência que nos explique. Reconheço a importância da ideia, mas por que essa empresa foi indicada? Seu passado é um escândalo. Lá atrás a convivência com o nazismo, pegando judeus para trabalho escravo", indagou Simon.
Segundo o site da Controladoria, o Cadastro visa a avaliação e divulgação das empresas voluntariamente engajadas na construção de um ambiente de integridade e confiança nas relações comerciais, inclusive naquelas que envolvem o setor público.
Veja abaixo o trecho do discurso de Pedro Simon (PMDB):
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